A disputa pelo controle das músicas mais valiosas da cultura pop acaba de ganhar um novo capítulo bilionário. De acordo com informações da Variety, a Sony Music Publishing confirmou a compra do catálogo completo da Recognition Music Group, empresa que reúne parte de algumas das composições mais lucrativas e influentes da indústria fonográfica mundial.
Embora os valores oficiais não tenham sido divulgados, estimativas do mercado apontam que a negociação gira em torno de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 9,8 bilhões no câmbio atual). O pacote adquirido pela Sony inclui mais de 45 mil músicas e reúne obras que marcaram diferentes épocas da música popular. Entre elas estão Don’t Stop Believin’, do Journey, Under the Bridge, do Red Hot Chili Peppers, Go Your Own Way, do Fleetwood Mac, e Single Ladies (Put A Ring On It), de Beyoncé.
O catálogo também concentra sucessos que permanecem extremamente fortes nas plataformas digitais, como Umbrella, de Rihanna, Bad Romance, de Lady Gaga, Whenever, Wherever, de Shakira, além do clássico natalino All I Want For Christmas Is You, de Mariah Carey, que todos os anos retorna ao topo das paradas globais.
O movimento reforça uma tendência que vem redefinindo os bastidores do entretenimento nos últimos anos: a corrida das grandes corporações pelos direitos autorais de músicas históricas. Canções clássicas passaram a funcionar como ativos permanentes, capazes de gerar receita contínua em plataformas digitais, filmes, séries, publicidade e redes sociais.
Agora, a Sony amplia ainda mais seu domínio sobre esse mercado. O acordo acontece após a parceria estratégica anunciada entre o Sony Music Group e a GIC, fundo soberano de Singapura, focada justamente na compra de catálogos globais. Rob Stringer, presidente do Sony Music Group, definiu a aquisição como um momento decisivo para a companhia. “Estamos muito orgulhosos e entusiasmados em representar este incrível catálogo de muitas das maiores canções da história do pop por meio desta aquisição histórica.”
Jon Platt, CEO da Sony Music Publishing, também destacou o valor cultural das obras envolvidas no acordo. “Essas canções atemporais continuam a definir a cultura e inspirar gerações”, afirmou.




