A era mais provocadora de Charli XCX pode até ter mudado de forma, mas isso não significa que ela deixou isso para trás. Vivendo um dos auges de sua carreira musical — e se aproximando cada vez mais do cinema —, a cantora estampa a capa da Vogue britânica e é destaque em entrevista divulgada nesta quinta-feira (16). Na conversa, ela fala abertamente sobre criatividade, trajetória e o momento atual após o sucesso de “BRAT“, álbum que consolidou ainda mais sua identidade artística.
A cantora já começa dando pistas sobre o próximo projeto, apelidado pelos fãs de “xcx8”. Segundo ela, o novo momento chega com uma mudança brusca (e inesperada) de sonoridade. “Acho que a pista de dança morreu, então agora estamos fazendo rock”. Charli também deixa claro que não está interessada em seguir fórmulas ou expectativas da indústria, muito pelo contrário. “Para mim, é divertido subverter a forma. Sabemos que vai haver gente que vai se incomodar com isso, mas tudo bem”, afirmou.
Com quase 20 anos de carreira, Charli também refletiu sobre sua relação com a música e o próprio entusiasmo com o fazer artístico. “Faço música desde os 14 anos. Me sinto até privilegiada dizendo isso, mas não há muita coisa dentro da música que ainda consiga me empolgar”, disse.
O impacto recente de sua carreira, impulsionado por uma expansão de público, também entrou em pauta. Para ela, esse crescimento vem acompanhado de julgamentos inevitáveis. “Passar por essa expansão do meu público me fez perceber como, às vezes, você pode ser reduzido a ‘tópicos resumidos’, e isso não é algo que me choque ou sequer me incomode”.
Paralelamente a esse momento, a artista segue expandindo sua atuação para além da música, se envolvendo em projetos visuais e criativos que reforçam sua estética única e seu olhar artístico.




