Na 70ª edição do Eurovision Song Contest (Festival Eurovisão da Canção), realizada no domingo, 16 de maio, na Wiener Stadthalle, em Viena, a Bulgária conquistou seu primeiro triunfo no festival: Dara levou o público com o hino dance “Bangaranga” e somou 516 pontos, em uma vitória que uniu júris nacionais e televoto em uma noite marcada por brilho artístico e tensões fora do palco. A organização confirmou que a canção venceu tanto no voto dos jurados quanto no voto popular, feito que não acontecia desde 2017.
A noite começou com promessa de disputa acirrada — a Finlândia aparecia entre as favoritas, mas foi a Bulgária que escreveu seu nome na história do Eurovision. Dara transformou “Bangaranga” em espetáculo audiovisual: figurino vibrante, direção de luz acompanhando cada batida e coreografia precisa para sustentar a força dance da faixa. O refrão imediato e a produção pulsante cresceram desde os primeiros segundos, enquanto a combinação de presença de palco e apelo pop rendeu à cantora o raro feito de liderar os dois blocos de votação.

Entre os resultados mais comentados da noite, o Reino Unido ficou com a última posição. Representado por Look Mum No Computer com “Eins, Zwei, Drei”, o país terminou em 25º lugar, com apenas 1 ponto. O desempenho reforçou uma sequência difícil para os britânicos no festival e deu à final um dos contrastes mais fortes da noite: enquanto a Bulgária celebrava sua primeira vitória, o Reino Unido voltava a encerrar a tabela.
No palco, além das performances finais, a noite também resgatou momentos nostálgicos com nomes conhecidos do festival. A celebração dos 70 anos reuniu artistas que marcaram diferentes fases do Eurovision, em um bloco pensado para reforçar a memória afetiva do concurso e o peso histórico da edição de Viena.
Ao fim, Dara e a Bulgária celebraram um momento de afirmação cultural. “Bangaranga” promete reverberar além da semana do festival, sinal de que o Eurovision 2026 segue sendo vitrine de tendências, emoções e debates políticos.




