Depois do retorno triunfal do vinil, outro velho conhecido das estantes parece disposto a reivindicar seu espaço: o CD. Dados divulgados pela Recording Industry Association of America (RIAA) mostram que a receita com CDs nos Estados Unidos cresceu 58,6% no primeiro semestre de 2026, alcançando cerca de US$ 171 milhões. Em unidades, foram aproximadamente 17,5 milhões de CDs vendidos, avanço de 45,7%.
O desempenho chama ainda mais atenção quando comparado ao vinil. Os discos de vinil continuam movimentando muito mais dinheiro, cerca de US$ 544 milhões, mas apresentaram crescimento menor, de 17,7% em receita. No entanto, a recuperação não significa que o streaming esteja perdendo o trono. Muito pelo contrário. Ele continua respondendo pela grande maioria do mercado americano de música gravada.
O que os números revelam é que existe espaço para duas experiências diferentes. De um lado, a praticidade de carregar milhões de músicas no celular. Do outro, o desejo de ter o álbum, com capa, encarte e uma edição que possa ocupar fisicamente a coleção. No total, a indústria americana de música gravada movimentou aproximadamente US$ 6 bilhões no primeiro semestre de 2026, enquanto as receitas dos formatos físicos chegaram a cerca de US$ 731,5 milhões, alta de 25,9%.




