Paris Jackson, filha de Michael Jackson, entrou na Justiça pedindo a distribuição de US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) do patrimônio deixado pelo pai. A quantia seria destinada ao fundo familiar de Michael Jackson, que beneficia Paris e seus irmãos, Prince e Bigi. Segundo a cantora, os valores deveriam ter começado a ser distribuídos quando cada um deles completasse 21 anos, o que, até agora, não teria acontecido.
De acordo com documentos judiciais analisados pela revista Complex, Paris apresentou uma petição solicitando a distribuição preliminar de parte dos ativos do espólio de Michael Jackson ao fundo familiar do cantor. “Mais de 17 anos após sua morte, o fundo familiar de Michael Jackson continua sem receber os recursos”, afirma a petição. O documento também destaca que a fortuna deixada pelo artista é resultado de seu talento e trabalho, mas que as decisões dos responsáveis pela administração do patrimônio, incluindo a reestruturação de dívidas, investimentos em projetos de entretenimento de alto risco e, principalmente, a venda de ativos, teriam gerado quantias consideráveis em dinheiro.
Segundo a petição, até dezembro de 2024, o espólio teria gerado mais de US$ 2,5 bilhões em receitas brutas. Paris também afirma que seu pai desejava que ela, atualmente com 28 anos, Prince, de 29, e Bigi, de 24, recebessem rendimentos do fundo familiar ao completarem 21 anos. No entanto, segundo a petição, os irmãos recebem quantias menores, determinadas pelo executor do espólio, que teria utilizado esse poder para impedir que eles fiscalizassem possíveis irregularidades na administração.
O único executor do patrimônio atualmente é o advogado e empresário John Branca, que ocupa o cargo desde 2009. Ele foi contratado originalmente pelo cantor em 1985 e trabalhou com ele até 2006, quando deixou o cargo por questões financeiras. O advogado retornou à posição em 2009, apenas oito dias antes da morte de Michael.
Segundo a petição, até dezembro de 2024, o espólio teria gerado mais de US$ 2,5 bilhões em receitas brutas. Os responsáveis pela administração estimam que o patrimônio tenha um valor total entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões. Paris afirma ter sido informada de que, mesmo considerando possíveis obrigações financeiras, o espólio dispõe de aproximadamente US$ 600 milhões em dinheiro para distribuição. Além da liberação de pelo menos US$ 600 milhões para o fundo familiar, Paris também solicita o pagamento de honorários advocatícios relacionados à disputa judicial.
“A retenção contínua de todos os ativos contraria a vontade de Michael e não atende aos melhores interesses dos beneficiários, alguns dos quais estão prestes a completar 30 anos e receber distribuições do patrimônio principal”, conclui a petição. Uma audiência está marcada para dezembro.




