Deep Purple: Ritchie Blackmore reflete sobre reunião comovente após 33 anos

O lendário guitarrista e cofundador do Deep Purple, Ritchie Blackmore (atualmente com 81 anos), protagonizou um reencontro histórico com a banda nesta semana ao subir ao palco para executar o clássico absoluto “Smoke On The Water”. A aguardada reunião ocorreu na cidade de Wantagh, Nova York, marcando o encerramento da apresentação e colocando um ponto final em um afastamento de 33 anos.

Em uma nova entrevista concedida à revista Guitar Player após o espetáculo, o icônico músico abriu o coração sobre o profundo peso emocional do evento e sobre a aguardada reconciliação com o vocalista Ian Gillan, com quem nutria uma relação gélida desde a dramática ruptura nos anos 1990. A última performance de Blackmore com o grupo antes desta havia ocorrido em Helsinque, na Finlândia, em novembro de 1993, sob um clima de severa tensão.

Segundo Blackmore, a excelência técnica ficou em segundo plano diante da grandiosidade do momento. “Foi muito comovente porque entrei muito rápido e tive que tocar imediatamente. Não consegui me aquecer, mas eu não estava lá para tocar as notas certas. Eu estava lá para ver velhos amigos que não via há décadas e estamos todos envelhecendo. Acho que percebemos que poderia ser a última vez que nos veríamos, talvez”, refletiu o artista.

A execução do hino do rock não foi isenta de tropeços, algo que foi admitido de forma honesta pelo próprio guitarrista. Foi relatado por ele que a estratégia adotada nos palcos foi focar nos rudimentos básicos e manter a simplicidade. “Foi complicado. Ainda me perdi em um determinado momento, mas não foi por isso que eu estava lá. Fui lá para curar quaisquer feridas — mas não havia feridas. Foi como se estivéssemos no exército, todos ao longo da frente ocidental, e estivéssemos nos reunindo novamente. Foi um momento muito emocionante.”

Embora não haja qualquer indicação oficial sobre a possibilidade de novas aparições conjuntas no futuro, foi garantido por Blackmore que as históricas desavenças com Gillan foram definitivamente enterradas. A célebre e turbulenta rivalidade foi analisada pelo guitarrista sob uma perspectiva madura e apaziguadora: “Somos dois caras alfa. Estou acostumado a comandar uma banda, e acho que ele também está acostumado a comandar uma banda. Por isso, nós entrávamos em conflito nos velhos tempos. Mas tudo isso mudou.”

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